O Tubarão-Baleia


O tubarão-baleia (Rhincodon typus) é a única espécie da família Rhincodontidae, vive em oceanos quentes e de clima tropical, além de ser a maior das espécies de tubarão e o maior peixe conhecido. Habita os oceanos tropicais e de água quente. Sendo pelágico e uma espécie geralmente solitária, agrega-se de forma sazonal para alimentar-se em várias costas com alimentação abundante.
Podem chegar a 15 metros de comprimento, no entanto já foram encontrados indivíduos com 20 metros de comprimento, apesar do seu tamanho sabe-se muito pouco sobre a espécie.

A pele destes peixes é marcada como um “tabuleiro de damas” de pontos claros e listras amarelas. Estes pontos são específicos em cada indivíduo, de modo que podem ser usados para identificar cada animal e fazer uma contagem exacta da população.

Alimenta-se de plâncton, macro-algas, krill, pequenos polvos e outros invertebrados. As várias fileiras de dentes não actuam na alimentação, a água entra constantemente na boca e sai através dos arcos das brânquias. Qualquer material capturado é engolido. O tubarão pode fazer circular a água a uma taxa de até 1,7 l/s. No entanto, também se alimenta de forma activa, explorando concentrações de plâncton ou pequenos peixes através do olfato.


Como ocorre com a maioria dos tubarões, os hábitos reprodutivos dos tubarões-baleia são obscuros. Baseando-se no estudo de um único ovo encontrado na costa do México em 1956, acreditava-se que eles fossem ovíparos, mas a captura de uma fêmea grávida em Julho de 1996, contendo 300 filhotes de tubarão-baleia indica que eles são vivíparos com desenvolvimento ovovivíparo. Os ovos permanecem no corpo e as fêmeas dão à luz filhotes com 40 a 60 cm. Acredita-se que eles alcancem maturidade sexual por volta dos 30 anos e a sua longevidade é estimada como sendo entre 60 a 130 anos.

Distribuição Geográfica


EMAM dá início às comemorações do Dia Nacional do Mar

A Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar (EMAM) comemora o Dia Nacional do Mar (16 de Novembro) com uma semana de actividades para o público em geral. O objectivo é, além de celebrar a data, chamar a atenção da população para o mar e sua importância para a sociedade.

Mais informações: http://www.emam.com.pt/

Dormindo com Tubarões

Para quem se sente fascinado por estes impressionantes predadores, nada melhor do que passar uma noite no Oceanário de Lisboa


Este programa de actividades nocturnas desenvolvido pelo Atelier dos Oceanos pretende promover o interesse pelos organismos marinhos e pela conservação dos oceanos, através de uma aproximação e de um maior envolvimento entre os mais novos e esta Exposição Viva!
Para além de actividades lúdico-pedagógicas, o programa inclui o passar da noite junto ao Oceano Global.

Os jovens exploradores irão comparar os incríveis e diferentes tamanhos de alguns tubarões e raias e construir uma escala, em tamanho real, que poderá ser usada depois para mostrarem aos amigos e familiares.
Compreender o papel que cabe a cada um, como responsável pela conservação destes maravilhosos animais, é o objectico desta acção, que será transmitida de um modo divertido e educativo.


Pescas: 15 mil toneladas de tubarão pescado em Portugal num ano

Faro, 14 Dez (Lusa) - A pesca do tubarão está em expansão em Portugal, atingindo actualmente cerca de 15 mil toneladas por ano. No Algarve, onde se registou uma captura de 600 toneladas nos últimos meses, é a pesca desportiva que está na moda.

Apesar de a captura de peixes estar a decair em Portugal há mais de cinco décadas, a pesca do tubarão aumentou nos últimos anos e, segundo dados da Direcção Geral das Pescas, há registo de cerca de 15 mil toneladas de capturas em apenas um ano.
Um investigador da Universidade do Algarve, especialista na área de biologia pesqueira, adiantou à Agência Lusa que no Algarve a pesca desportiva do tubarão "tem vindo a aumentar", tornando-se cada vez mais "um mercado importante em zonas turísticas".
Segundo o biólogo da Universidade do Algarve Rui Coelho, uma das espécies mais capturadas é o tubarão azul, também conhecido pelo nome comum de `tintureira` (Prionace glauca).
"É um tubarão considerado de grande porte, podendo atingir cerca de quatro metros", explicou o investigador do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, adiantando que a maioria das vezes o tubarão azul é capturado um pouco por engano pelos pescadores que andam na faina do espadarte.

A pesca do tubarão em Portugal é acessória e não uma pesca alvo (dirigida especialmente àquela espécie), mas quando chega à rede é comercializado de igual modo nas lotas portuguesas, à semelhança do outro pescado.
Muitos tubarões de profundidade são também apanhados em Portugal, como a "lixa" e a "gatas" (animais pretos de olhos verdes) por pescadores que lidam com a faina do peixe-espada preto e cherne através de anzol, conta o especialista.
No Atlântico Norte, incluindo Portugal, foram registadas em 2006 108 espécies de peixes cartilagíneos (com esqueleto cartilagíneo), entre os quais 74 tubarões, 27 raias e sete quimeras.
Em Portugal existem espécies potencialmente perigosas para as pessoas, como o tubarão branco, o tubarão anequim e o tubarões martelo, mas não existem relatos de ataques em águas portuguesas, nem há registo de nenhuma vítima mortal, disse Rui Coelho.
Na Europa registaram-se nos últimos 50 anos cerca de 40 ataques de tubarões, quase todos no Mar Mediterrânico, nomeadamente em França, Grécia e Itália, e o último ataque mortal foi registado em Itália, em 1989.

Nas últimas duas décadas foi registada uma média de 60 ataques de tubarões por ano a nível mundial, que provocaram seis vítimas mortais, adiantou o especialista em biologia pesqueira.
Três em cada quatro ataques (75 por cento), especificou, em todo o mundo ocorrem nos Estados Unidos, África do Sul, Austrália e Brasil.
"Apesar da fama dos ataques de tubarão, a probabilidade de uma pessoa ser atacada e morta por um tubarão é realmente baixa", principalmente ser for na costa portuguesa, realça Rui Coelho.
O tubarão é um predador de topo caracterizado por ter crescimento lento, vida longa, baixa fecundidade e mortalidade natural reduzida, uma vez que não tem predadores naturais.

Fonte: Agência Lusa

Governo Espanhol compromete-se a tomar medidas para a conservação dos tubarões

O Ministro do Ambiente, o Secretário Geral para o Mar, e o Director Geral para os Recursos de Pescas encontraram-se com directores da Oceana e anunciaram medidas relativas à conservação e pescas sustentaveis para tubarões.

CONTACTO:Marta Madina (mmadina@oceana.org)

Oceana

Outubro 16, 2008

Madrid - Numa reunião pouco antes do Congresso Mundial para a Conservação IUCN (International Union for the Conservation of Nature) entre representantes do Governo Espanhol, e a Organização Mundial de Conservação Marinha Oceana, a Ministra do Ambiente e Pescas, Elena Espinosa, prometeu implementar medidas que iriam aliviar o acelerado declínio da população que os tubarões e outros elasmobrânquios enfrentam devido à pesca pela frota de pesca grossa da Comunidade Europeia.

Notícia completa em: http://www.oceana.org/

Europa: um terço das espécies de tubarões em perigo de extinção

Uma em cada três das 135 espécies de tubarões que existem nas águas europeias estão em vias de extinção, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
De acordo com a agência Lusa, a pesca excessiva e a falta de regulamentação da actividade piscatória destas espécies são apontadas como os principais riscos para estes animais. Estima-se que 200 mil tubarões e raias sejam capturados anualmente.
Num relatório publicado esta quarta-feira, a organização não-governamental OCEANA, dedicada à protecção e recuperação dos oceanos de todo o Mundo, lamenta que a União Europeia seja «o segundo maior responsável pela pesca de tubarões no Mundo», com «principal destaque para a Espanha».
Segundo a organização, a Espanha é responsável «pela esmagadora maioria das capturas efectuada» em águas europeias: «A Espanha tem uma posição líder no comércio internacional de barbatanas de tubarão, que se destinam aos mercados asiáticos», lê-se no relatório.
A OCEANA lembra que a dizimação das várias espécies de tubarões nas águas europeias pode «destabilizar cadeias alimentares e provocar grandes impactos ecológicos».



Fundada em 2001, a OCEANA é uma organização não-governamental internacional que defende activamente o meio ambiente marinho e conta com colaboradores em cerca de 150 países.

Fonte: http://diario.iol.pt/ambiente/tubaroes-ambiente-biodiversidade-tubarao-europa-oceanos/999962-4070.html

SHARKWATER NO 4º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO FUNCHAL

Será exibido no dia 7 de Novembro no Teatro Municipal do Funchal, às 18h00, o documentário "Sharkwater". Após a projecção, decorrerá um debate sobre a temática do filme e o estudo e conservação de tubarões, no próprio Teatro Municipal, o qual contará com Sonja Fordham (Shark Alliance, Ocean Conservancy); João Pedro Correia (APECE, Associação Portuguesa de Estudo e Conservação de Elasmobrânquios), João Delgado (DSIP, Direcção Regional de Pescas), Manuel Biscoito (Museu Municipal do Funchal, CMF) e Mafalda Freitas (Estação de Biologia Marinha do Funchal, CMF).



O Festival Internacional de Cinema do Funchal é o evento cinematográfico que promove o cinema, assim como o arquipélago da Madeira e em particular a capital, Funchal.O festival promove as novas tendências da arte cinematográfica numa secção competitiva aberta internacionalmente ás longas metragens de ficção produzidas nos dois últimos anos.


Semana europeia do Tubarão procurou divulgar a imagem de um peixe pacífico

O tubarão não é o "monstro" dos mares, como vulgarmente é conhecido. Esta foi a mensagem divulgada junto das escolas do ensino básico, no Algarve, no âmbito da Semana Europeia do Tubarão, que hoje termina, com o objectivo de chamar a atenção para a defesa da espécie.
Dois biólogos do parque aquático Zoomarine estiveram na Escola EB 2 de Vila Nova de Cacela, para dar a conhecer pormenores de um peixe sobre o qual se criou a imagem de "terror", mas que afinal, dizem, representa um "importante papel na defesa do ecossistema marítimo". Edgar Ribeiro, do departamento educacional do parque de diversões aquático, encetou uma cruzada em defesa dos tubarões. Perante mais de 60 alunos, do quinto ao sétimo ano, procurou "desfazer o mistério" que povoa o imaginário colectivo sobre estes peixes. Sabem quanto pesa ou mede um tubarão? A pergunta agita os estudantes. "Toneladas, muitas toneladas", respondem. O biólogo esclarece que, de facto, o tubarão-baleia pode chegar às 40 toneladas e atingir dez metros de comprimento. Mas, acrescenta: "Também há espécies que não passam dos 25 centímetros".
A informação causa surpresa. O ruído é acompanhado de braços no ar. Uma aluna quer saber se há tubarões em Tavira. "Não, no Algarve não há tubarões". Outro pergunta como é que se pode defender de um animal assim. "O homem não é uma presa para os tubarões", esclarece Edgar Ribeiro, lembrando que os casos de mortes só ocorrem quando se invade o território destes peixes, em circunstâncias especiais. Uma garantia que não convence a classe. Seguiram-se imagens e exemplos que procuraram desfazer o "mistério da ferocidade" do tubarão, com uma capacidade de cheiro "mil vezes melhor do que um cão e dez mil vezes melhor" do que os humanos, dispondo ainda de um sistema complexo de "radares" para detectar tudo o que se passa em seu redor.
O que se pretendeu com esta e outras acções levadas a cabo nas escolas da região, adiantou Paulo Silva, responsável pelo departamento educacional do Zoomarine, foi difundir a ideia da "defesa dos oceanos". O parque de diversões onde trabalha atrai crianças e adultos, divulgando as "habilidades" dos golfinhos e focas, mas o que está em causa, sublinha, "é a defesa do todo o planeta, em especial os oceanos". A Semana Europeia do Tubarão serviu de pretexto para o parque ir ao encontro da população. "Pedimos apoio à Direcção Regional de Educação, mas não tivemos receptividade", esclareceu João Neves, adiantando que no próximo mês está prevista outra iniciativa, para falar sobre as alterações do clima e as suas consequências.

Fonte: http://ecosfera.publico.pt

Y&R Frankfurt em acção contra a extinção dos tubarões

Com o apelo central voltado para a proibição do “Finning” - tipo de pesca cruel onde são cortadas as barbatanas ao tubarão e este é devolvido ao mar para morrer lentamente em sofrimento, a Y&R Frankfurt criou para o Sharkproject - organismo internacional de proteção aos tubarões, um envelope que além de possuir um papel áspero que simula a pele de um tubarão tem como instrução para abertura uma indicação de corte na parte superior do envelope, que, uma vez rasgada, revela o formato de barbatana na parte decepada.





Mais informações: http://www.sharkproject.org/


Conferência Sobre Tubarões Em Lisboa

Realiza-se, de 14 a 16 de Novembro no Oceanário de Lisboa a Conferência De Tubarões Em Lisboa, da European Elasmobranch Association. A organização é da Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios (tubarões e raias).

Contactos:

Associação para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios

Telem: 967327937 - Fax: 218404364

Fêmea de tubarão dá à luz por partenogénese

Um tubarão fêmea virgem vai dar à luz uma cria, naquele que se assume já como o segundo caso de reprodução de tubarões por partenogénese, anunciam investigadores norte-americanos, num artigo publicado no Journal of Fish Biology.A reprodução por partenogénese não exige a fecundação por um macho. A situação foi estudada por um biólogo perito em tubarões que provou com um teste de ADN que uma cria que nasceu anteriormente nesta situação não tinha material genético de um pai.


A fêmea virgem que vai dar a luz é da espécie Carcharhinus limbatus, vulgarmente designada por tubarão-de-pontas-negras, e vive há oito anos no aquário de Norfolk Canyon, na Virgínia, noticia o Jornal de Notícias.

Este é já o segundo caso de partenogénese em tubarões, tendo o primeiro acontecido em Maio de 2007 no aquário do zoo de Omaha (Nebraska) com uma fêmea de tubarão-martelo. 

Este caso vem mostrar que a partenogénese pode tornar-se mais frequente entre os tubarões «se a densidade da sua população baixar demasiado, fazendo com que as fêmeas tenham mais dificuldade em encontrar machos», explicou o biólogo da Universidade Nova Southeastern, na Florida.

Fonte: noticias.portugalmail.pt

Identificar o comportamento do tubarão


Tubarões Voadores

A África do Sul é o País que abriga esta extraordinária população de tubarões brancos conhecidos pela habilidade de saltarem da água para perseguirem suas presas. O vídeo é impressionante.


Tubarões em Portugal

Tem sido cada vez mais frequentes os relatos da existência de tubarões em águas territoriais portuguesas. O desconhecimento do comportamento desses animais tem feito com que algumas pessoas entrem em pânico, e outras, como pescadores, que os tentem agredir ou mesmo matar.

Nos últimos anos o porto de Sesimbra tem sido palco de vários achados. Em 2005 deu à costa um tubarão-azul com cerca de quatro metros e uma lula gigante com 30 quilos. Em 2006 apareceu um peixe tipo espada com 50 quilos e ainda um tubarão-frade com cerca de sete metros e 2,5 toneladas. Este último foi rebocado por quatro pescadores, a 28 milhas do Cabo Espichel e a uma profundidade de 520 braças, aproximadamente 950 metros. Esteve no porto, de onde foi içado e transportado para o aterro sanitário daquela zona.


Tubarão Frade - Cetorhinus maximus. Alimenta-se de plâncton. Maior tamanho registado 9,8 metros, embora existam referências não confirmadas a animais com 12 e 15 metros.

Massacre de tubarões: "Pescadores espanhóis matam pelas barbatanas"

"A organização ambientalista Biosfera 1 acusou pescadores espanhóis de estarem a matar tubarões em larga escala, nas águas de Cabo Verde, na maior parte das vezes, apenas para lhes aproveitar as barbatanas.


José Melo, dirigente daquela associação cabo-verdiana, revelou que no ano passado foram descarregadas cerca de 2400 toneladas de carne de tubarão no porto do Mindelo: "Se tivermos em conta que já se perdeu 40 por cento do peso inicial, porque foram tiradas as vísceras e a cabeça, fica-se com uma ideia da quantidade de tubarões mortos", acrescentou.

Segundo o activista da Biosfera 1, a carne de tubarão é vendida nas ilhas espanholas das Canárias a cinco euros o quilo, sendo as barbatanas enviadas para o Japão e compradas a 28 euros cada quilo.

"Quando os barcos têm o porão cheio e se os pescadores ainda têm isco e alimentação continuam no mar a apanhar tubarões, só para lhes arrancar as barbatanas, deitando o resto fora. As barbatanas são fáceis de armazenar porque basta porem-se a secar ao sol, e depois estão prontas para enviar para o Japão", adiantou.

A Associação inaugurou na semana passada, no Mindelo, uma exposição sobre o massacre dos tubarões nas águas cabo-verdianas, com fotos, réplicas de algumas espécies e explicações sobre as diversas variedades que podem ser encontradas nas águas do arquipélago.

A exposição encerra no fim-de-semana e segundo José Melo há já pedidos para depois ser exibida em escolas, sendo possível que venha ainda para a capital do país, Cidade da Praia.

A iniciativa destina-se a sensibilizar a população e autoridades para o problema, sendo que até há 15 anos "Cabo Verde era considerada a zona do Atlântico com maior incidência de tubarões" e hoje dificilmente se vê um.

"Tínhamos mais de 50 espécies, desde o tubarão martelo ao azul, gata, tigre, baleia...", exemplificou, acrescentando que no mundo existem cerca de 350 espécies, muitas delas ameaçadas.

José Melo diz que tem fotografias e que sabe que barcos fazem a pesca do tubarão, alertando para a utilidade do predador, que consome peixes doentes e mortos, contribuindo para regular o equilíbrio ecológico marinho.

Além de utilizados para consumo da carne, a barbatana de tubarão é usada nos países asiáticos para fazer sopa, considerada uma iguaria. A China é o maior consumidor do mundo de barbatana de tubarão, importando cerca de quatro mil toneladas por ano.

Alguns países, entre os quais o Brasil ou os Estados Unidos, já impuseram proibições ao corte de barbatana de tubarões. Imprensa especializada estima que em cada ano são mortos 100 milhões de tubarões só por causa das barbatanas."

Fonte: Agência Lusa

Pesca e comércio de tubarão na Europa

Algumas das mais importantes nações pescadoras de tubarão do mundo situam-se na Europa. Entre 1990 e 2003, o número oficial de tubarões capturados aumentou 22%, 80% dos quais foram capturados por 20 países - que incluíam Espanha, Portugal, Reino Unido e França.


Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os países da União Europeia (UE) capturaram cerca de 100 mil toneladas (t) de tubarões (incluindo mantas e quimeras) em 2005. Espanha capturou a maior percentagem, cerca de 40% do total da UE, seguida por França (22%) e por Portugal.

mais info: www.quercus.pt 

A situação portuguesa... (tirando as mil e uma outras)

Em 2005, segundo dados da FAO, navios portugueses pescaram 15 360 t de tubarões, principalmente nos Oceanos Atlântico (13 385 t) e Índico (1 975 t). Os mais capturados foram as tintureiras (mais de 50%), seguidos pelas mantas, anequim e algumas espécies de tubarão de águas profundas como a lixa e o carocho.


Possuindo 30 navios, Portugal tem a segunda maior frota de navios de pesca de palangre de superfície da UE. Os tubarões, principalmente tintureiras, tubarões-anequim, tubarões-martelo e tubarões-raposo, são uma grande percentagem dos animais capturados.

As três espécies existentes de tubarão-raposo e de anequim são consideradas vulneráveis a nível global pelo Grupo de Especialistas em Tubarões da UICN, com base nos Critérios da Lista Vermelha, enquanto se propõe que várias espécies de tubarão-martelo sejam incluídas na lista como estando Ameaçadas. A tintureira, potencialmente o tubarão pelágico mais abundante e mais pescado do mundo, é considerada Quase Ameaçada a nível global.

Factos sobre a Conservação de Tubarões

A maioria dos tubarões são particularmente vulneráveis à pesca excessiva e as populações levam muito tempo a recuperar, porque geralmente os tubarões crescem lentamente, têm um amadurecimento tardio e produzem poucas crias. 

 
A maioria das indústrias europeias da pesca do tubarão entrou em declínio, juntamente com as populações que capturavam. Mesmo assim, a pesca do tubarão efectuada por navios da União Europeia não está completamente regulamentada, numa altura em que está a aumentar a procura da carne e barbatanas de tubarão. 
 
Um terço da população de tubarões, de raias e de mantas da Europa é agora considerado Ameaçado, segundo os critérios da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas e Vulneráveis da IUCN (World Conservation Union), estando outros 20 por cento em risco de entrar nessa lista num futuro próximo. 
 
A procura de barbatanas de tubarão, ingrediente da iguaria asiática sopa de barbatana de tubarão, leva muitas vezes à remoção das barbatanas, prática que consiste em remover as barbatanas dos tubarões, lançando depois o corpo ao mar. A UE baniu a remoção das barbatanas a bordo dos seus navios, seja onde for que estejam a pescar, mas há sérias falhas na regulamentação e isso impede a sua eficácia.
 
A UE usa uma percentagem entre o peso das barbatanas e o do corpo para assegurar que os navios de pesca trazem para terra todas as carcaças de tubarão de onde se retiraram as barbatanas (em vez de simplesmente lançarem os corpos ao mar). Esta taxa da UE é uma das mais altas do mundo (sendo, assim, uma das mais brandas). Esta e outras falhas, como por exemplo permitir-se que as carcaças e as barbatanas sejam descarregadas separadamente, prejudicam a execução da lei. Além disso, os cientistas alertam para os problemas que surgem no uso de taxas com este objectivo e recomendam vivamente que os tubarões sejam descarregados dos navios ainda com as barbatanas. Este método de imposição é de longe o mais eficiente para se evitar a remoção de barbatanas e também facilita a identificação e recolha de dados por espécie dos tubarões capturados, o que é extremamente necessário para a avaliação da população.
 
Em 1999, a United Nations Food and Agricultural Organization (FAO) adoptou um Plano de Acção Internacional para a Conservação e Gestão dos Tubarões (IPOA-Sharks). A IPOA-Sharks pedia às nações pesqueiras que desenvolvessem planos de acção nacionais para os “tubarões” (definição que incluía todos os peixes cartilagíneos: tubarões, raias, mantas e quimeras) e que cooperassem no delinear de planos de acção regionais para os tubarões. Oito anos mais tarde, a UE ainda não desenvolveu um Plano de Acção; esta falta de acção está a causar danos nas populações de tubarões que só poderão ser reparados daqui a décadas ou mesmo séculos.
 
4) O que Portugal pode fazer para ajudar os tubarões
Enquanto terceira maior nação pesqueira de tubarão da Europa e com a segunda maior frota de navios de pesca, Portugal tem a responsabilidade de garantir uma gestão pesqueira adequada e programas de conservação para tubarões. A Shark Alliance pede com veemência a Portugal que: 
 
Pressione a Comissão Europeia para desenvolver prontamente o devido plano de acção para os tubarões da UE, ajudando assim a garantir que os tubarões recebem a atenção necessária para que haja uma conservação efectiva e uma pesca sustentável; 
 
Dê o exemplo a outros Estados-membros da UE de forma a acabar com as excepções à interdição da UE da remoção das barbatanas de tubarão a bordo e a suspender a emissão de autorizações especiais de pesca;
 
Incentive a Comunidade Europeia a propor limites à pesca de tubarão com uma base científica e de prevenção a nível da UE e de órgãos internacionais competentes no domínio da pesca.

5) A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) é uma instituição portuguesa privada, financeiramente independente. O seu principal objectivo é contribuir para o desenvolvimento de Portugal, fornecendo apoio financeiro e estratégico a projectos inovadores e encorajando a cooperação entre a sociedade civil portuguesa e americana. Para mais informações, ir a www.flad.pt
 

6) Em Setembro, Portugal irá receber delegados de todo o mundo no encontro anual da Organização de Pesca do Noroeste do Atlântico (NAFO). Espera-se que os delegados proponham limites à pesca da raia repregada, uma espécie ameaçada. A NAFO é a única organização regional de pescas do mundo a estabelecer um limite para a captura de tubarões, raias ou mantas. Contudo, o limite à pesca da raia que foi estabelecido em 2004, está muito acima daquilo que os cientistas aconselhavam e a população reduzida de raias está longe de mostrar sinais de recuperação. Grupos de membros da Shark Alliance exercem pressão sobre os Estados Unidos, a União Europeia e o Canadá para que cooperem na redução dos limites da pesca da raia, até um nível que possa reduzir o risco de extinção e permita a recuperação da espécie.

Fonte: "www.sharkalliance.org"

Se ainda não acreditam em tubarões na Madeira...

Leiam este artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira em 2006

"A Madeira possui cerca de 55 espécies de tubarões. Algumas são capturadas na pescaria do peixe espada-preto, como a xara branca, a sapata e vendidas como "gata", o conhecido "bacalhau" de Câmara de Lobos. São também aproveitadas para o fabrico de um óleo utilizado como repelente de insectos. 


O estudo destas espécies está a ser efectuado na Região por Mafalda Freitas, bióloga do Departamento de Ciência da Câmara Municipal do Funchal, cuja área de investigação é a taxonomia dos peixes cartilagíneos, nos quais se incluem os tubarões, as raias, os ratões as mantas e as quimeras." ...

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Semana Europeia dos Tubarões

Termina hoje a "Semana Europeia dos Tubarões" que esteve a decorrer de 11 a 19 de Outubro.



Por toda a Europa vários movimentos de conservação das espécies, grupos de mergulho e aquários, realizaram eventos para apoiar a preservação dos tubarões e educar a população para uma melhor compreensão destes seres. Foram também recolhidas assinaturas para acabar com a sobrepesca e pesca da barbatana de tubarão.

Mito: O tubarão é uma ameaça para o Homem.

Realidade: O Homem é a maior ameaça para o tubarão!

e assine a petição.

O despertar para a realidade

Este blog tem início após ter visto um documentário que me marcou. Trata-se de "Sharkwater" produzido por Rob Stewart (não confundir com o músico esse é Rod Steward).



O que começou por ser uma aventura no mundo dos tubarões acabou por ser uma experiência que viria a revelar a realidade sobre estes pilares da evolução dos nossos Oceanos.

Rob descobriu que estas magníficas criaturas, passaram de predadores a presas de um mercado sem escrúpulos.

Com uma fotografia espectacular e uma mensagem muito importante este é um documentário a não perder, nem que seja pela sua beleza.

Mais informação em: www.sharkwater.com

O documentário será apresentado na 4ª edição do Festival Internacional de Filme do Funchal a decorrer de 7 a 15 de Novembro 2008 no Teatro Municipal Baltazar Dias. A não perder !

Aqui está trailer:


SHARKWATER