O Tubarão-Baleia


O tubarão-baleia (Rhincodon typus) é a única espécie da família Rhincodontidae, vive em oceanos quentes e de clima tropical, além de ser a maior das espécies de tubarão e o maior peixe conhecido. Habita os oceanos tropicais e de água quente. Sendo pelágico e uma espécie geralmente solitária, agrega-se de forma sazonal para alimentar-se em várias costas com alimentação abundante.
Podem chegar a 15 metros de comprimento, no entanto já foram encontrados indivíduos com 20 metros de comprimento, apesar do seu tamanho sabe-se muito pouco sobre a espécie.

A pele destes peixes é marcada como um “tabuleiro de damas” de pontos claros e listras amarelas. Estes pontos são específicos em cada indivíduo, de modo que podem ser usados para identificar cada animal e fazer uma contagem exacta da população.

Alimenta-se de plâncton, macro-algas, krill, pequenos polvos e outros invertebrados. As várias fileiras de dentes não actuam na alimentação, a água entra constantemente na boca e sai através dos arcos das brânquias. Qualquer material capturado é engolido. O tubarão pode fazer circular a água a uma taxa de até 1,7 l/s. No entanto, também se alimenta de forma activa, explorando concentrações de plâncton ou pequenos peixes através do olfato.


Como ocorre com a maioria dos tubarões, os hábitos reprodutivos dos tubarões-baleia são obscuros. Baseando-se no estudo de um único ovo encontrado na costa do México em 1956, acreditava-se que eles fossem ovíparos, mas a captura de uma fêmea grávida em Julho de 1996, contendo 300 filhotes de tubarão-baleia indica que eles são vivíparos com desenvolvimento ovovivíparo. Os ovos permanecem no corpo e as fêmeas dão à luz filhotes com 40 a 60 cm. Acredita-se que eles alcancem maturidade sexual por volta dos 30 anos e a sua longevidade é estimada como sendo entre 60 a 130 anos.

Distribuição Geográfica


EMAM dá início às comemorações do Dia Nacional do Mar

A Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar (EMAM) comemora o Dia Nacional do Mar (16 de Novembro) com uma semana de actividades para o público em geral. O objectivo é, além de celebrar a data, chamar a atenção da população para o mar e sua importância para a sociedade.

Mais informações: http://www.emam.com.pt/

Dormindo com Tubarões

Para quem se sente fascinado por estes impressionantes predadores, nada melhor do que passar uma noite no Oceanário de Lisboa


Este programa de actividades nocturnas desenvolvido pelo Atelier dos Oceanos pretende promover o interesse pelos organismos marinhos e pela conservação dos oceanos, através de uma aproximação e de um maior envolvimento entre os mais novos e esta Exposição Viva!
Para além de actividades lúdico-pedagógicas, o programa inclui o passar da noite junto ao Oceano Global.

Os jovens exploradores irão comparar os incríveis e diferentes tamanhos de alguns tubarões e raias e construir uma escala, em tamanho real, que poderá ser usada depois para mostrarem aos amigos e familiares.
Compreender o papel que cabe a cada um, como responsável pela conservação destes maravilhosos animais, é o objectico desta acção, que será transmitida de um modo divertido e educativo.


Pescas: 15 mil toneladas de tubarão pescado em Portugal num ano

Faro, 14 Dez (Lusa) - A pesca do tubarão está em expansão em Portugal, atingindo actualmente cerca de 15 mil toneladas por ano. No Algarve, onde se registou uma captura de 600 toneladas nos últimos meses, é a pesca desportiva que está na moda.

Apesar de a captura de peixes estar a decair em Portugal há mais de cinco décadas, a pesca do tubarão aumentou nos últimos anos e, segundo dados da Direcção Geral das Pescas, há registo de cerca de 15 mil toneladas de capturas em apenas um ano.
Um investigador da Universidade do Algarve, especialista na área de biologia pesqueira, adiantou à Agência Lusa que no Algarve a pesca desportiva do tubarão "tem vindo a aumentar", tornando-se cada vez mais "um mercado importante em zonas turísticas".
Segundo o biólogo da Universidade do Algarve Rui Coelho, uma das espécies mais capturadas é o tubarão azul, também conhecido pelo nome comum de `tintureira` (Prionace glauca).
"É um tubarão considerado de grande porte, podendo atingir cerca de quatro metros", explicou o investigador do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, adiantando que a maioria das vezes o tubarão azul é capturado um pouco por engano pelos pescadores que andam na faina do espadarte.

A pesca do tubarão em Portugal é acessória e não uma pesca alvo (dirigida especialmente àquela espécie), mas quando chega à rede é comercializado de igual modo nas lotas portuguesas, à semelhança do outro pescado.
Muitos tubarões de profundidade são também apanhados em Portugal, como a "lixa" e a "gatas" (animais pretos de olhos verdes) por pescadores que lidam com a faina do peixe-espada preto e cherne através de anzol, conta o especialista.
No Atlântico Norte, incluindo Portugal, foram registadas em 2006 108 espécies de peixes cartilagíneos (com esqueleto cartilagíneo), entre os quais 74 tubarões, 27 raias e sete quimeras.
Em Portugal existem espécies potencialmente perigosas para as pessoas, como o tubarão branco, o tubarão anequim e o tubarões martelo, mas não existem relatos de ataques em águas portuguesas, nem há registo de nenhuma vítima mortal, disse Rui Coelho.
Na Europa registaram-se nos últimos 50 anos cerca de 40 ataques de tubarões, quase todos no Mar Mediterrânico, nomeadamente em França, Grécia e Itália, e o último ataque mortal foi registado em Itália, em 1989.

Nas últimas duas décadas foi registada uma média de 60 ataques de tubarões por ano a nível mundial, que provocaram seis vítimas mortais, adiantou o especialista em biologia pesqueira.
Três em cada quatro ataques (75 por cento), especificou, em todo o mundo ocorrem nos Estados Unidos, África do Sul, Austrália e Brasil.
"Apesar da fama dos ataques de tubarão, a probabilidade de uma pessoa ser atacada e morta por um tubarão é realmente baixa", principalmente ser for na costa portuguesa, realça Rui Coelho.
O tubarão é um predador de topo caracterizado por ter crescimento lento, vida longa, baixa fecundidade e mortalidade natural reduzida, uma vez que não tem predadores naturais.

Fonte: Agência Lusa

Governo Espanhol compromete-se a tomar medidas para a conservação dos tubarões

O Ministro do Ambiente, o Secretário Geral para o Mar, e o Director Geral para os Recursos de Pescas encontraram-se com directores da Oceana e anunciaram medidas relativas à conservação e pescas sustentaveis para tubarões.

CONTACTO:Marta Madina (mmadina@oceana.org)

Oceana

Outubro 16, 2008

Madrid - Numa reunião pouco antes do Congresso Mundial para a Conservação IUCN (International Union for the Conservation of Nature) entre representantes do Governo Espanhol, e a Organização Mundial de Conservação Marinha Oceana, a Ministra do Ambiente e Pescas, Elena Espinosa, prometeu implementar medidas que iriam aliviar o acelerado declínio da população que os tubarões e outros elasmobrânquios enfrentam devido à pesca pela frota de pesca grossa da Comunidade Europeia.

Notícia completa em: http://www.oceana.org/

Europa: um terço das espécies de tubarões em perigo de extinção

Uma em cada três das 135 espécies de tubarões que existem nas águas europeias estão em vias de extinção, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
De acordo com a agência Lusa, a pesca excessiva e a falta de regulamentação da actividade piscatória destas espécies são apontadas como os principais riscos para estes animais. Estima-se que 200 mil tubarões e raias sejam capturados anualmente.
Num relatório publicado esta quarta-feira, a organização não-governamental OCEANA, dedicada à protecção e recuperação dos oceanos de todo o Mundo, lamenta que a União Europeia seja «o segundo maior responsável pela pesca de tubarões no Mundo», com «principal destaque para a Espanha».
Segundo a organização, a Espanha é responsável «pela esmagadora maioria das capturas efectuada» em águas europeias: «A Espanha tem uma posição líder no comércio internacional de barbatanas de tubarão, que se destinam aos mercados asiáticos», lê-se no relatório.
A OCEANA lembra que a dizimação das várias espécies de tubarões nas águas europeias pode «destabilizar cadeias alimentares e provocar grandes impactos ecológicos».



Fundada em 2001, a OCEANA é uma organização não-governamental internacional que defende activamente o meio ambiente marinho e conta com colaboradores em cerca de 150 países.

Fonte: http://diario.iol.pt/ambiente/tubaroes-ambiente-biodiversidade-tubarao-europa-oceanos/999962-4070.html

SHARKWATER NO 4º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO FUNCHAL

Será exibido no dia 7 de Novembro no Teatro Municipal do Funchal, às 18h00, o documentário "Sharkwater". Após a projecção, decorrerá um debate sobre a temática do filme e o estudo e conservação de tubarões, no próprio Teatro Municipal, o qual contará com Sonja Fordham (Shark Alliance, Ocean Conservancy); João Pedro Correia (APECE, Associação Portuguesa de Estudo e Conservação de Elasmobrânquios), João Delgado (DSIP, Direcção Regional de Pescas), Manuel Biscoito (Museu Municipal do Funchal, CMF) e Mafalda Freitas (Estação de Biologia Marinha do Funchal, CMF).



O Festival Internacional de Cinema do Funchal é o evento cinematográfico que promove o cinema, assim como o arquipélago da Madeira e em particular a capital, Funchal.O festival promove as novas tendências da arte cinematográfica numa secção competitiva aberta internacionalmente ás longas metragens de ficção produzidas nos dois últimos anos.


Semana europeia do Tubarão procurou divulgar a imagem de um peixe pacífico

O tubarão não é o "monstro" dos mares, como vulgarmente é conhecido. Esta foi a mensagem divulgada junto das escolas do ensino básico, no Algarve, no âmbito da Semana Europeia do Tubarão, que hoje termina, com o objectivo de chamar a atenção para a defesa da espécie.
Dois biólogos do parque aquático Zoomarine estiveram na Escola EB 2 de Vila Nova de Cacela, para dar a conhecer pormenores de um peixe sobre o qual se criou a imagem de "terror", mas que afinal, dizem, representa um "importante papel na defesa do ecossistema marítimo". Edgar Ribeiro, do departamento educacional do parque de diversões aquático, encetou uma cruzada em defesa dos tubarões. Perante mais de 60 alunos, do quinto ao sétimo ano, procurou "desfazer o mistério" que povoa o imaginário colectivo sobre estes peixes. Sabem quanto pesa ou mede um tubarão? A pergunta agita os estudantes. "Toneladas, muitas toneladas", respondem. O biólogo esclarece que, de facto, o tubarão-baleia pode chegar às 40 toneladas e atingir dez metros de comprimento. Mas, acrescenta: "Também há espécies que não passam dos 25 centímetros".
A informação causa surpresa. O ruído é acompanhado de braços no ar. Uma aluna quer saber se há tubarões em Tavira. "Não, no Algarve não há tubarões". Outro pergunta como é que se pode defender de um animal assim. "O homem não é uma presa para os tubarões", esclarece Edgar Ribeiro, lembrando que os casos de mortes só ocorrem quando se invade o território destes peixes, em circunstâncias especiais. Uma garantia que não convence a classe. Seguiram-se imagens e exemplos que procuraram desfazer o "mistério da ferocidade" do tubarão, com uma capacidade de cheiro "mil vezes melhor do que um cão e dez mil vezes melhor" do que os humanos, dispondo ainda de um sistema complexo de "radares" para detectar tudo o que se passa em seu redor.
O que se pretendeu com esta e outras acções levadas a cabo nas escolas da região, adiantou Paulo Silva, responsável pelo departamento educacional do Zoomarine, foi difundir a ideia da "defesa dos oceanos". O parque de diversões onde trabalha atrai crianças e adultos, divulgando as "habilidades" dos golfinhos e focas, mas o que está em causa, sublinha, "é a defesa do todo o planeta, em especial os oceanos". A Semana Europeia do Tubarão serviu de pretexto para o parque ir ao encontro da população. "Pedimos apoio à Direcção Regional de Educação, mas não tivemos receptividade", esclareceu João Neves, adiantando que no próximo mês está prevista outra iniciativa, para falar sobre as alterações do clima e as suas consequências.

Fonte: http://ecosfera.publico.pt

Y&R Frankfurt em acção contra a extinção dos tubarões

Com o apelo central voltado para a proibição do “Finning” - tipo de pesca cruel onde são cortadas as barbatanas ao tubarão e este é devolvido ao mar para morrer lentamente em sofrimento, a Y&R Frankfurt criou para o Sharkproject - organismo internacional de proteção aos tubarões, um envelope que além de possuir um papel áspero que simula a pele de um tubarão tem como instrução para abertura uma indicação de corte na parte superior do envelope, que, uma vez rasgada, revela o formato de barbatana na parte decepada.





Mais informações: http://www.sharkproject.org/


Conferência Sobre Tubarões Em Lisboa

Realiza-se, de 14 a 16 de Novembro no Oceanário de Lisboa a Conferência De Tubarões Em Lisboa, da European Elasmobranch Association. A organização é da Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios (tubarões e raias).

Contactos:

Associação para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios

Telem: 967327937 - Fax: 218404364

Fêmea de tubarão dá à luz por partenogénese

Um tubarão fêmea virgem vai dar à luz uma cria, naquele que se assume já como o segundo caso de reprodução de tubarões por partenogénese, anunciam investigadores norte-americanos, num artigo publicado no Journal of Fish Biology.A reprodução por partenogénese não exige a fecundação por um macho. A situação foi estudada por um biólogo perito em tubarões que provou com um teste de ADN que uma cria que nasceu anteriormente nesta situação não tinha material genético de um pai.


A fêmea virgem que vai dar a luz é da espécie Carcharhinus limbatus, vulgarmente designada por tubarão-de-pontas-negras, e vive há oito anos no aquário de Norfolk Canyon, na Virgínia, noticia o Jornal de Notícias.

Este é já o segundo caso de partenogénese em tubarões, tendo o primeiro acontecido em Maio de 2007 no aquário do zoo de Omaha (Nebraska) com uma fêmea de tubarão-martelo. 

Este caso vem mostrar que a partenogénese pode tornar-se mais frequente entre os tubarões «se a densidade da sua população baixar demasiado, fazendo com que as fêmeas tenham mais dificuldade em encontrar machos», explicou o biólogo da Universidade Nova Southeastern, na Florida.

Fonte: noticias.portugalmail.pt

SHARKWATER